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sábado, 17 de março de 2018

Liga da Justiça Ano 1 - Parte 2





Aqui se inicia a 2° fase da equipe. Após salvar o mundo e se apresentarem oficialmente, a equipe vive uma crise de relações públicas (e privadas).
A edição 7 foca muita nas relações entre o Governo Americano e a Liga da Justiça, assim como na relação entres os integrantes da equipe.
A relação entre Batman e Lanterna Verde é bem engraçada e divertida. Achei bem natural nesse início e faz jus a essa rivalidade Batman/Lanternas que perdura desde que Guy Gardner Virou Lanterna Verde.
Por outro lado, O Governo Americano, como sempre, está metido em sua busca insana por controle e poder. Eles tentam usar o coronel Steve Trevor para esse fim. Como ele se recusa (provavelmente porque está caidinho pela Mulher-Maravilha), os Governantes tentam ameaça-lo usando a relação pessoal do Coronel com a Diana para persuadi-lo. Porém, eles falham após Steve argumentar que, a Liga da Justiça iria adorar fazer uma visita ao gabinete deles usando seus poderes (imagina os podres que alguém com visão de raios X iria descobrir heim?) - Boa soldadinho. Jogou bem.



O vilão da semana, ESPORO, é um vírus que acidentalmente infecta um cientista que o estudava. Com poderes mentais telepáticos, ele projeta criaturas orgânicas com presas para atacar suas vítimas; e logo sua Ex-mulher se torna um alvo.
A equipe consegue descobrir o endereço da cônjuge do vilão trabalhando em equipe e partem para salvar o dia. Aqui, percebemos como eles estão bem a vontade em maioria. Cyborg sendo um dos cérebros da equipe; Batman sendo o estrategista (pra mim ser líder é muito mais, mas fica pra outro post isso); Flash sendo o Policial bonzinho que quer apenas resolver a situação; Mulher-Maravilha sendo uma mulher de ação ( pergunta logo sobre as habilidades "físicas" do vilão para se preparar para o combate); Superman calado (confesso um pouco estranho, já que em teoria, a edição 7 já se passa no presente, após 5 anos da invasão de Darkside); Aquaman de mau humor (Haha) sendo o homem de ação aqui; E, por fim, o Lanterna verde sendo, bem, o Lanterna verde...(muito cara de pau, ego inflamado e tudo que um bom exibicionista é).
A revista  mostra como é a equipe em ação e como estão se desenvolvendo como super-heróis. Temos bons momentos nesta edição, como quando o Lanterna Verde fica preso no laço da Mulher-Maravilha (Hahhahaah) e o Aquaman diz a ele o quanto adora quando isso acontece (Não faça isso homem peixe haha);
Fica perceptível também, que Steve Trevor está realmente apaixonado pela Mulher-Maravilha, mas não tem nada "sério" com a Princesa. Ao que parece, ou ele quer manter sua relação em segredo ou ela não tá dando a mesma importância para o caso deles.



Na edição 8 somos apresentados ao Arqueiro verde e sua busca incessante por se tornar membro da equipe de Justiceiros.
Oliver persegue a equipe se metendo em várias enrascadas e buscando provar seu valor e utilidade para o grupo.
A equipe parece não está interessada nos dotes do Arqueiro, com exceção do Superman (Que como sempre, tende a acreditar nos outros acima de tudo).
A cada vilão preso e diálogos trocados o Arqueiro se sente frustrado por não conseguir atingir seu objetivo. Então, ao. Final da história ele é surpreendido por uma proposta do Governo Americano feita pelo Coronel Trevor - Leia-se Liga da Justiça da América.
Até aqui, Superman e Mulher-Maravilha ainda estão distantes e apenas trocam alguns olhares. Pouca interação direta.
Conforme a história avança fica evidente que o grupo passa por uma crise de confiança. Enquanto Batman trabalhava secretamente com o Superman ; Flash e Lanterna Verde faziam o mesmo, porém, o restante da equipe ficava excluída e muitos possuíam segredos não compartilhados.



O novo vilão da história, GRAVES, consegue colocar a equipe em conflito e põe seu plano em ação. Lanterna Verde (como sempre) questiona ao Superman do porque dele paira acima de todos o tempo todo, e que ninguém sabe muito sobre ele. Surpreendente, Cyborg mostra conhecer os segredos de todo mundo e solta um: " Ele está OBSERVANDO. É o que um repórter faz." - Seria esse o motivo do Superman ser tão calado nessa nova versão? Ele está o tempo todo no modo repórter? (Ninguém nunca se perguntou sobre isso quando reclamavam sobre esse não ser o Superman de "sempre" e tal - É uma possibilidade).
Claramente, Batman tem seu momento de ficar surpreso quando VICE STONE declara: " Se está em um computador, eu consigo ler." Levando o cavaleiro das trevas a focar de cara feia ( e provavelmente já pensando em arquivos manuais pra essa diligência).
Mulher-Maravilha fica muito abalada quando o vilão sequestra STEVE TREVOR e a irmã do Coronel, Tracy Trevor, a acusa de o colocar sempre em perigo. Frustrada com a situação, Diana resolve partir sozinha para encontrar seu e ex-companheiro e é parada pelo LANTERNA VERDE (sempre ele aiah). Hal tenta por um pouco de senso de equipe na Amazona, que não está pra conversa e ordena que ele a solte da sua bolha energética. O policial intergaláctico simplesmente diz "não" e toma o maior soco de todos os tempos da Guerreira furiosa! Rapidamente o público comenta que o Lanterna tomou uma sova da Mulher-Maravilha e é o suficiente pra inflamar o ego canastrão do Verdinho que parte pra cima da Amazona.
Rapidamente, Batman pede para Flash e Aquaman tirarem os civis do campo de batalha, que a rua havia se tornado, e Cyborgue percebe que tudo está sendo filmado para o mundo inteiro.
Superman resolve interferir e toma um chute clássico da Princesa pelo meio do rosto! what a fuck!! Que mulher!!
Finalmente os ânimos se acalmam, quando Batman pede pra Cyborg teleportar a Liga da Justiça dali.
Nutrido pela força dos ASURAS, entidades rejeitadas pelos deuses e expulsas do paraísos, DAVID GRAVES, que perdeu sua família durante a invasão de Darkside, agora nutre um grande poder espiritual e telepático, depois de fazer um pacto com as divindades. Ele acredita que  a Liga da justiça é a culpada por sua família perecer misteriosamente de doenças inexplicáveis após a guerra. Definhando igualmente, ele parte numa jornada em busca de poder e cura para reviver sua família e quebrar a liga da justiça.
GRAVES sequestra o coração da equipe, STEVE TREVOR, e destrói herói por herói usando seus próprios medos e mágoas passadas.  Superman vê seu pai ali tendo um ataque cardíaco; Batman seus pais sensos mortos; Lanterna Verde vê seu pai depois que o avião caiu matando-o; Flash vê seu pai preso por "matar" sua mãe; Cyborgue seu pai desprezando-o por toda sua vida; e finalmente Mulher-Maravilha vê seu ex-namorado sendo sequestrado, torturado e "morto"! Assim termina a edição 11.
Na edição final, nossos heróis contemplam seus medos no covil do vilão. Aqui já notamos uma preocupação do Superman com a Mulher-Maravilha enquanto era atacada. O vilão não era lá tão poderoso no sentido físico, mas seu objetivo principal havia sido concluído: Abalar a estrutura da Liga da Justiça gerando insegurança entres os membros. O vilão revela que o sequestro de STEVE TREVOR tinha como objetivo  atingir pessoalmente Diana, que segundo ele, seria a única que ainda não havia experimentado a dor humana perda. Apesar dos seus esforços, GRAVES não consegue cumprir parte de seu plano, já que TREVOR escapa e consegue libertar a Amazona de seu estado catatônico. No final a LIGA consegue deter o vilão, mas o estrago já estava feito. A confiança da equipe estava abalada.
Mulher-Maravilha encontra Steve Trevor no hospital e resolve se afastar dele após o incidente que quase custou sua vida.
Lanterna Verde então, resolve se sacrificar pelo grupo ao permitir ponham a culpa toda nele. Assim, Hal Jordan parte e deixa uma vaga disponível. Aquaman tenta assumir a liderança da equipe após Batman ter falhado. Segundo ele, Batman é um bom estrategista, mas um péssimo líder -  tenho de concordar com o peixinho dourado. Ser líder vai além disso.
Após esses acontecimentos Superman e Mulher-Maravilha se encontram sob o telhado da sede governamental dos EUA. Eles conversam sobre como as pessoas como eles, Super-heróis, são solitários e no fim acabam se beijando. Aqui temos o lado mais humano desses dois seres super poderosos. Vimos que, Diana pode ser uma Mulher forte e poderosa, mas até ela tem sentimentos e uma das necessidades mais humanas: A de ser relacionar com  outras pessoas. Vimos como ela sofre por isso; Clark a mesma coisa. Ele sempre precisou esconde quem ele era e se reprimiu por muito tempo. Precisou de uma identidade secreta para se aproximar e proteger que ele ama. E quando Diana pergunta se deu certo tudo isso ele responde:" eu não sei. Ainda estou me escondendo". Muitos criticaram o início da relação, mas faz todo sentido. Eles são "deuses" num mundo de homens que os desprezam e temem. É natural se sentir bem na presença um do outro. E outra, lembrem-se que o beijo se passa após 5 anos de flerte (que é quando a invasão de Darkside acontece). Nessa época Diana ainda estava com o Trevor e Superman (bem, ele tava com alguém?) Estava sozinho. Portanto, o beijo pode ter tido um viés comercial (afinal é uma empresa e precisa vender) mas que foi construído respeitando a narrativa, isso foi.
No final, vimos que Graves, o vilão vencido, fica sob posse do governo dos EUA, mais precisamente , Amanda Waller, e é obrigado a trabalhar para eles com objetivos claros de subjugação da LIGA DA JUSTIÇA - ou seja, o Governo ainda quer controlar a Equipe e vai jogar sujo se for preciso.
Assim se encerra o Ano 1 da Liga. Crise de confiança; Membros saindo; relacionamentos começando e  novos Vilões surgindo.



Mostra o quanto os heróis se sentem inseguros em relação ao que o mundo pensa deles.




sábado, 10 de março de 2018

Liga da Justiça Ano 1 - Parte 1




Hoje vamos falar de Liga da Justiça - Origem. Que são as 6 primeiras edições da revista mensal da Liga da Justiça lançada durante a fase dos Novos 52 ( Que considero muito superior a Liga da Justiça atual - Renascimento).

A história, que inspirou o filme, mostra a união dos heróis e os conflitos gerados por  suas personalidades e ideologias.
O começo tem ação intensa e cumpri bastante a função de uma HQ: Divertir!
É, porque alguns fãs de HQs são chatos pra cacete e querem uma obra de arte atrás de outra. Filho, deixa eu te dizer uma coisa: isso não faz sentido! Uma vez ou outra teremos clássicos como: O REINO DO AMANHÃ, O CAVALEIRO DAS TREVAS, ENTRE A FOICE E O MARTELO e ETC. Mas em sua maioria, as HQs só vão te divertir mesmo. Então, curta bastante e se divirta oras. E não seja chato. O mundo já está cheio de pessoas assim.
O principal problema pra mim é quando nem isso a HQ consegue fazer, como a fase atual do Renascimento da Liga da justiça. Dá vontade de pular as páginas ou para a leitura de tão ruim que o negócio tá. Aí sim, se deve reclamar e da melhor forma: Não comprando! A melhor forma de protesto na minha opinião.

Agora vamos voltar a Liga da Justiça Origem. Gosto bastante dessa história, principalmente por retratar a inexperiência dos heróis. Estamos acostumados a vê-los seguros, confiantes e determinados. Aqui, pelo menos no início, temos totalmente o oposto disso, o que cria uma certa tensão entre eles.
Não curto muito o Batman, mas a cena que ele mostra ao Lanterna Verde seu "poder" foi Duca demais; Por falar nisso Hal Jordan está um verdadeiro babaca, mas é como eu sempre digo, diversidade é bom nas personalidades também e não só em características físicas. Foi bancana vê-lo em ação contra o Superman. Uma luta um pouco injusta é verdade, mas bem feita.
Superman está poderoso como deveria ser, mas muito inconsequente. Aqui cogito duas hipóteses: Ou a cidade estava vazia e por isso ele mostra ao Batman e o Lanterna verde seu verdadeira poder; Ou ele é imaturo mesmo e não mede consequências dos seus atos. O que seria até justificável por sua "idade" (Aproximadamente 23/25 anos terrestres). Em Batman versus Superman foi muito divertido ver o Morcegão em desespero Hahahah!
" Fale, antes que eu não deixe mais." - Diz um Superman Bravo.
 "Estou tentando." - Diz um Batman Subjugado.
Tenho de confessar que me divertir pacas e soltei um: "Puta que pariu! Agora sim! Isso é o que aconteceria numa luta entre Superman e Batman porraaaaaa!"
A medida que as coisas vão avançando somos apresentados a outros personagens.
Flash me pareceu meio que deslocado algumas vezes. E ficou um pouco estranho a reverência dele ao Batman, afinal os heróis deviam estar no mesmo patamar: São os 7 grandes da editora. Mas isso foi um detalhe técnico mesmo, porque o Velocista deu show em suas participações. A cena dele lutando contra o Superman e resgatando o Azulão dos raios ômegas do Darkside mesmo foi muito bem feita. E a cara dele quando é surpreendido com o dedo do Homem de Aço em sua face…impagável!!
A Mulher-Maravilha da um show em sua estréia. Muitos argumentam que ela parecia uma Bárbara sanguinária e tal. Mas volto ao mesmo ponto de novo: Era o início de tudo seus babacas. Eles não eram ainda os personagens que vocês estão acostumados. Estão em início de carreira e, se quer uma Mulher-Maravilha mais desenvolvida só acompanhar a HQ solo dela feita pelo Brian Azzarello.
 Eu curto muito essa Diana da Liga. A inocência ao tomar sorvete pela primeira vez; A alegria do combate incessante; e seu prazer em exterminar o inimigo…nossa, que incrível!! E que Mulher! ( da pra entender porque o Superman ficou caidinho logo que a viu pela primeira vez).
Aquaman por sua vez foi sub-aproveitado. Explico: Ficou muito forçado essa coisa de liderança a qualquer custo. Os diálogos pareciam sem noção. Ele não deveria ficar o tempo todo dizendo que ele deve ser o líder e coisa e tal. Poderia haver um momento propício para essa questão, porque da forma que foi feita me pareceu "forçado". Mas em relação a personalidade e demais ações do personagem fiquei bastante satisfeito. A cena em que um tubarão engole vários parademônios foi espetacular!
Cyborg é um caso a parte. Sua introdução se encaixou perfeitamente na nova Origem da equipe e deu uma boa evolução ao personagem. É como se ele saísse da infância (titãs) e adentrasse a fase adulta (Liga da Justiça). Eu curti bastante. A cena que sua mão aciona defesas automaticamente para atacar os parademônios foi fantástica. Me lembrou o filme da Liga da Justiça quando Vice ataca Clark "sem querer".
Após a introdução, finalmente Darkside aparece de forma arrasadora!
Os heróis tem dificuldade a princípio contra o Gigante. Superman é levado pelos parademônios e Batman e Lanterna Verde tem uma DR. Percebemos aqui o interesse de Darkside no Kryptoniano, além de está na terra buscando sua filha.
Há um detalhesl na história que passamos despercebidos no início. O fato de Superman falar sobre o MULTIVERSO enquanto era torturado por Deesad. Sim, desde o início ele estava lá e só vieram falar sobre ele lá pra frente quando o Morrison fez a série e tal. Mas passa. A empolgação no lançamento foram demais - por isso escrevi pouco sobre o assunto e estou fazendo meus reviews agora. Continuando.
Notamos o quão poderoso é Darkside, que sozinho arrasa a Liga da Justiça inteira, enquanto os heróis estão desorganizados. Logo após a união e trabalho em equipe as coisas mudam. Batman consegue convencer Hal Jordan a liderar a equipe e segurar Darkside o máximo que puder. Enquanto ele vai em busca do Homem de Aço. E o Lanterna Verde o faz. Ainda que sem ter noção alguma do que esta fazendo hahaha! A batalha é feroz. Mulher-Maravilha e Aquaman são magistrais ao cegar a fera. Flash faz um trabalho de suporte fenomenal. Lanterna Verde mais atrapalha que ajuda, mas vai, ele até que se esforça pra não ser um babaca depois que Bruce o alerta da importância de trabalhar por algo maior que todos eles.
Cyborg arrebenta com tudo e mesmo sendo sua estréia no grupo dos 7 grandes se sai bem. É carismático, convence e não faz papel de coadjuvante. Perfeito!
No final, após Batman salvar o Superman, Darkside finalmente é vencido com a equipe completa e David Graves, um escritor que fugia com sua família dessa guerra, resolve escrever um Livro pra homenagear o grupo que ele pensa ter salvado suas vidas.
A equipe recém formada, não aceita bem a ideia de trabalharem juntos e se envolvem em pequenos desentendimentos e situações cômicas durante a cerimônia de homenagem com o Flash nomeando a equipe de Super "seven".
Podemos observar no prólogo, o surgimento em paralelo do conceito de Super-Heróis: os Supervilões! E aqui começa a aventura nesse novo universo ousado e inovador que DC trouxe após seu Reboot. E você, o que achou desse reinício ousado da DC comics em 2011?

Até a próxima análise pessoal!

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Review Superman & Mulher-Maravilha Nº 1 a 6

Olá galerinha olha eu mais uma vez!! Nosso 1º Reviews de muitos que virão!! E parece que foi ontem que a série SUPEMAN/MULHER-MARAVILHA foi anunciada não é verdade? Mas já se passaram 6 meses, isso mesmo, 6 meses!! E pra quem dizia que não chegaria nem ao terceiro mês, a série vai muito bem obrigado...Enfim chegamos ao fim do grande final do 1º arco do nosso casal, e eu que estava ansioso a cada edição – não me decepcionei nem um pouco, ao contrário, me surpreendi, e muito.
Não tem como não gostar dessa série, mesmo, de verdade – a menos que você não seja um fã do Azulão ou da Amazona é claro – ela é simplesmente incrível em cada virada de página – ou clique do mouse no meu caso rsrsrs –  é uma surpresa agradável! Não vejo a hora da Panini lançar por aqui pra adquiri o material impresso, essa é uma daquelas HQS que vale a pena ter na prateleira. Mas vamos parar de enrolação e falar sobre essa revista extraordinária!

O Começo
Bem o início da saga nos mostra a interação de Clark e Diana, com diálogos bem escritos e em plena harmonia, soando natural e com uma química muito bem explorada. Um alerta da Liga da Justiça e o Superman que “é bom com tempestades” como ele mesmo diz sai pra resolver o problema. Nesse momento Diana lhe diz: “Você é bom com tempestades? O que isso quer dizer? E se um de nós dois é bom com tempestades, provavelmente é quem tem Zeus como pai...” e assim nossos pombinhos são interrompidos em seu encontro romântico e vão até o Atlântico Norte.
A revista aborda diversos elementos do universo dos dois super-Heróis. Temos um Clark Kent que acabou de sair do Planeta Diário e abre um Blog de notícias com Cat Grant. Vemos o lado humano de Clark ao ter de lidar com uma situação do seu cotidiano, e enquanto nossos repórteres blogueiros estão em busca de uma notícia alarmante em outro lugar alguém já tem a notícia do século talvez?


Em outro lugar vemos Diana e Hessia – uma outra amazona – em treinamento enquanto conversão sobre os problemas do seu lar adotivo. Elas conversão sobre seu relacionamento com Clark e aqui temos uma noção do posicionamento de cada um de nossos heróis em relação ao seu sentimento. Enquanto Clark quer manter segredo, talvez pela sua natureza e criação: Não alardear, pra assim proteger as pessoas que ama, Diana por outro lado celebra sua singularidade e poder sem se importar com o que o mundo pensa, assim são as Amazonas.
Soule da um show em sua escrita e aqui – mais do que em qualquer série do passado – percebemos as diferenças entre Clark e Diana, o que achei incrível pras pessoas que falam que eles são cópia um do outro. Vemos que Clark é bem mais poderoso que Diana, que por sua vez tem muito mais técnicas de combate que nosso adorado Kryptoniano. Superman voa melhor, Mulher-Maravilha luta melhor. Superman é mais reservado, Mulher-Maravilha é mais autêntica e intensa. Superman demonstra o que sente com palavras, Mulher-Maravilha com ações. Isso é só um pouco da diferença entre eles, que vai crescendo a medida que a série avança.

Não posso deixar de comentar a cena que a Diana presenteia Clark com a espada feita por Hefestos – que é capaz de dividir um átomo como a mesma diz – depois de receber um rosa de Clark. Diana põem em ponto uma coisa – uma arma pode ser poderosa, mas de nada vale se não souber como usá-la - que sempre achei meio inexplicável: Como Superman derrotava Zod em confrontos do antigo universo? Zod é um Superman - “arma”  - altamente treinado, Kal-El por mais que tenha experiência não passou por um treinamento intensivo como os Kryptonianos da guilda militar. Então como a princesa mesma diz, poder não é tudo – e Zod tecnicamente tem o mesmo poder do Kal – e experiência em combate conta e muito. Quem melhor pra treinar nosso Kryptoniano favorito que não a nossa adorada Princesa?


A edição se encerra de forma majestosa com a entrada horripilante de Apocalyse rasgando um soldado ao meio e Diana partindo para o combate enquanto Superman levava outros soldados em segurança pra costa.



Bem a segunda edição começa quente, temos uma luta entre Diana e Apocalypse. A princesa não sai muito bem contra o nosso mostrengo, mas a luta logo é interrompida e Diana tem seus dois braços quebrados – Apocalypse seu safado que coisa feia – e temos um diálogo entre nosso casal onde podemos ver a preocupação de Clark com a Princesa. Vemos o quanto Diana é uma mulher forte e independente, mas longe de ser orgulhosa.                                                                                                                                  Soule criou diálogos bastantes inteligentes ao longo da série e esse é só mais um de muitos, é muito bom ver o relacionamento sendo tratado e forma serena e autêntica. Vemos na fortaleza a insegurança de Clark ao ver que teria que lidar com o Apocalypse, e vemos que Diana dando seu apoio a seu parceiro e o tranquilizando. Logo os pombinhos partem a procura de Hefestos e aqui temos uma das cenas mais legais da edição#02!! Vemos Hefesto e sua lealdade para com a Mulher-Maravilha e temos Apolo – o deus do sol, sim, do sol –e ele inventa logo de provocar quem!?? Sim, a Mulher-Maravilha, ele só não contava que o seu mais “um namoradinho” fosse justamente uma bateria solar viva, Haaaa, se deu mal Apolo!! Da próxima vez não se esqueça de trazer uma pedra de Kryptonita e ai talvez você tenha chance – isso se a Diana não
chuta sua bunda – mas foi muito divertido ver essa cena, nunca tinha visto o super tomando a iniciativa, ele sempre me pareceu mais passivo no geral e vê-lo agindo assim só mostrou como o seu relacionamento com Diana já o tornou mais ativo de certa forma. Sempre achei que faltava essa pró-atividade dele, e em o reino do amanhã é justamente isso que a Diana faz, o torna um heróis melhor.

 Soule retrata tão bem a indiferença dos personagens e seus aspectos, que a cada edição você quer ver o que vai acontecer. Além do dia-a-dia da vida de Clark, ele equilibra muito bem com sua atuação como Superman. Diana já é bem diferente, ela não tem uma identidade secreta o que a deixa mais a vontade pra ser ela mesma, sem ter de passar por situações semelhantes e livra do estigma de cópia do Superman, que nunca achei que fosse, mas as pessoas adoram comparar – ainda mais quando deram um óculos a ela no antigo universo – mas Soule trouxe diversidade, essa é a palavra, diversidade! E quando agente pensa que as coisas estão melhorando quem aparece? “Ajoelhem-se diante de Zod!” isso mesmo, nosso general favorito!!

A edição 3 segue em polvorosa, vemos Superman dando “voltas” ao redor da terra pra tentar descarregar a energia acumulada durante a “batalha” com Apolo – bem que a Diana podia dar uma ajudinha a ele né? – percebemos que Kal-El ainda não conhece a extensão de seus poderes ou sabe pouca coisa sobre seu povo. Temos uma conversa entre Clark e Bruce – a maioria das conversas entre Superman e Batman tem diálogos muito legais quando os
roteiristas não estão tentando mostrar quem é o melhor em que, e estão apenas conversando como amigos. É legal ver a amizade entre os dois, a insegurança de Clark em relação a Diana e Bruce mostrando a ele que seu relacionamento pode dar certo sim e que Clark deveria ir em frente senão acabaria que nem ele – solitário? ou na companhia de crianças? Rsrsrsrsrsr.
O desenrolar dos fatos segue e vemos Zod surgir, logo a A.R.G.U.S surgi para investigar o fato, mas são interrompidos por Superman/Mulher-Maravilha que levam Zod sob custódia. Podemos perceber o quão poderosos são os Kryptonianos – ainda mais Zod com treinamento militar – e seus poderes, capazes de enfrentar vários heróis pesos pesados de uma só vez. Logo após a captura de Zod temos a segunda cena romântica entre nossos heróis na trama – a 1º foi um Londres certo? – e Diana mostra a Kal-el  o porquê dela ser o par perfeito pra nosso herói, simplicidade! O que dar a um homem que tem “tudo”? Tempo...tempo – Diana você me surpreendeu, que excelente ideia -  os pombinhos se beijam e logo Superman
percebe algo estranho – sinceramente acho que ele deveria ter se concentrado mais no beijo e menos na “terra”, vacilou Clark, beijando sua Deusa e vai escutar coisa dos outros, bah! – e logo ele percebe que as pessoas na terra sabem o seu relacionamento. Opiniões dividias, nervos a flor da pele, afinal quão perigoso pode ser o envolvimento dos dois seres mais poderosos da terra?

A próxima edição começa com uma “DR” do nosso casal. Vemos seus pontos de vista sobre a situação. Enquanto Clark se reserva mais a situação Diana não está nem ai – a menos é claro para o que seu parceiro sente em relação – e mostra sua personalidade forte. Mais do que tudo vemos sua relação sendo construída aos poucos. Como a própria Diana diz, eles são diferentes e ao mesmo tempo iguais e Clark completa sabiamente completa com: “..temos coisas que compartilhamos e coisas que trazemos um para o outro.”
 Temos o Zod tentando libertar sua companheira e ganhando vantagem com a insegurança e talvez ingenuidade de Kal-El.
Logo em seguida vemos as reações das pessoas sobre os dois heróis e temos os mais variados comentários. Vemos Hal Jordan reclamando que a viu primeiro – e aqui não parei de rir quando lembrei da cena do filme LIGA DA JUSTIÇA: GUERRA em que ele vê Diana pela 1º vez e vai em direção a ela, de repente Superman desce e olha do tipo “nem tente!” Haa foi
duca – mas dessa vez o Barry da uma liçãozinha nele mesmo com palavras sábias. Trevor superando – será? – e argumentando que ela provavelmente vai deixar o Superman também como fez com ele. Batman...bem sendo o Batman. Lex...sendo o Lex?

Pra mim seria como a notícia que determinado ator que está namorando determinada atriz, acharia normal considerando o universo em questão. Logo ao final vemos que Diana ficou um pouco incomodada – um ela não é tão: “esqueça os outros e viva sua vida, não?” mas quem é afinal, rsrsrs - pelas pessoas saberem do seu relacionamento e voltando a seu lar.

Na penúltima edição vemos Faora e Zod fugindo da Fortaleza da solidão e Kal-El em seu encalço. Diana tenta lidar com a dupla identidade de seu amado e regressa a Ilha Paraíso. Aqui temos cenas interessantes como Diana descalça sentindo sua “casa” sob seus pés e sua “conversa” com Hipólita. Percebemos que até os deuses tem suas dúvidas como nós meros mortais, e compreendemos que apesar de forte ela também tem seus momentos de fraqueza.
Quando chega a hora do confronto, percebemos que apesar de ser poderoso nosso heróis não possui um treinamento que lhe permita usar seus poderes de forma mais harmoniosa e não depender tanto deles – Diana já havia lhe dito Kal-El: “você é pode ter a ama mais poderosa do mundo, mas de nada adianta se não souber como usá-la -  eu já sou mais realista e prefiro aquele ditado ( nada contra Diana) “ 1 real pra quem aperta o parafuso e 5 mil pra quem souber qual parafuso apertar.” Traduzindo Clark, você se ferrou, entrou numa briga que não podia vencer, mas pra sua sorte sua amada guerreira chegou a tempo e impediu a maior surra da história que você levaria; e ainda com uma fala épica: “...e ele é meu!” Haahaa, Diana você é demais – todo homem precisa da sua Mulher-Maravilha, inegável – e mostrou ao General como é que se luta quando se tem a desvantagem de poder. Estratégia muitas vezes sobrepuja a força.
E a barganha de Zod com Diana? Gostei demais da fala final dela quando o zod replica que ninguém morreria hoje, ela diz: “Não hoje.” – ênfase no hoje, porque isso quer dizer que nada impede no futuro de ela o fazer, é melhor se cuidar Zod.

A conclusão Épica..
Sempre que imaginei histórias do nosso querido casal a um tempo atrás – quando ainda não eram um casal de fato – eu imaginava coisas desse tipo, e pensava, será que sou o único que enxerga uma mitologia vasta a ser explorada com esses dois juntos!? Não pode ser que a DC seja tão cega e não veja as possibilidades de elevar o nível de histórias e nos dar coisas diferentes do tradicional. Ai veio o Reboot, os dois estão juntos e Soule está arrebentando demais.
Ainda vejo em blogs pessoas reclamando da falta de romance – mas a moda é criticar mesmo, s colocasse mais romance e manos ação chamariam de novela mexicana, se coloca ação chamam de transformes, difícil assim viu - m
S o fato que a conclusão foi tudo que eu esperava – ou quase tudo “ É claro que ama!” Diana..kkkkkkk – e trouxe outra perspectiva a nosso casal. Temos Zod concertando – ou seria construindo – uma máquina pra trazer outros seres – seriam Kryptonianos? – da zona fantasma.

Achei legal a interação de Clark e Diana antes de enfrentarem a batalha. Foi algo natural e bem interativo, natural dos dois. Como Diana falando “Somos o abrigo da tempestade um do outro.” Mostrando segurança e força em sua decisão. Soule em vários momentos inverte as posições enraizadas na cultura ocidental onde o homem sempre tem de tomar as rédeas das situações presentes nos relacionamentos. É legal ver Diana agindo como um “homem” – não me entendam mal, mesmo não concordando sabemos que esses paradigmas ainda existem hoje. Tem coisas que toda mulher espera que o homem faça, simplesmente porque ele é homem e vice e versa – E Soule quebrou esse paradigma em vários momentos, o que adorei de certa forma.

Quanto a batalha, há, achei genial usar o “avião invisível da Mulher-Maravilha e desta vez como uma arma de fato – até que enfim foi útil heim? – e mostrando que nem sempre são os poderes, as vezes o plano – não é mesmo senhor Wayne? – é bem importante numa batalha.
A forma como Apolo se envolve no combate “energizando” Zod e Faora foi uma sacada bem legal. Depois de tomar um cacete do super, o jeito mesmo foi tentar mandar outro fazer o serviço não é mesmo Apolo deus do sol, há.


No fim do novo combate Zod e Faora levam a melhor e acabam derrotando nossos heróis que são lançados numa usina nuclear.
Ai vem a sacada genial do Soule, dialógos muito interessantes trocados pelo super e a Maravilhosa e a resposta do Superman logo no início da revista: “Não poderíamos fazer isso sozinhos...somos melhores juntos.” Diana sempre sábia. Apesar da resposta meio inesperada depois de uma declaração do Super dizendo que a ama. Temos um “É claro que ama.” – Cadê o bom senso Princesa? Kkkkk – E vem a explosão nuclear devastando tudo, e será esse o fim?

Com certeza não...